BONS NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS
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Pelo Termo de Acordo / desapropriação administrativa (em anexo), a DERSA indeniza um valor único e descreve que a desapropriação envolve duas matrículas/áreas, para viabilizar o Rodoanel Trecho Sul e uma Unidade de Conservação Ambiental (menção no próprio termo).
Assumi explicitamente que o pagamento de R$ 2.080.607,50 é referente às duas áreas/matrículas. Então o cálculo correto do “R$/m² da época” tem que usar a área total desapropriada somada.
Pelo texto do termo, a soma das áreas desapropriadas é:
Área desapropriada na matrícula/gleba A: 107.008,75 m²
Área desapropriada na matrícula B: 100.688,00 m²
Total desapropriado (A + B) = 207.696,75 m²
O valor pago foi “um pacote” que cobre as duas áreas.
Dados:
Valor pago pela DERSA: R$ 2.080.607,50
Área total desapropriada (duas matrículas): 207.696,75 m²
Valor do m² na época (indenização): ~R$ 10,02/m².
Área do terreno remanescente: 38.515,50 m²
Valor-base (sem atualização):
Valor-base remanescente=38.515,50×10,01752555=R$ 385.830,01\text{Valor-base remanescente} = 38.515,50 \times 10,01752555 = \textbf{R\$ 385.830,01}Valor-base remanescente=38.515,50×10,01752555=R$ 385.830,01
Base histórica do remanescente (na moeda da época do termo): ~R$ 385,8 mil.
Usei a série oficial do Banco Central da SELIC acumulada no mês (SGS 4390), com capitalização mensal, de fev/2008 até jan/2026 (último ponto disponível na série no momento).
Fator acumulado ≈ 5,4328438166
R$/m² (jan/2026)=10,01752555×5,4328438166=R$ 54,42/m²\text{R\$/m² (jan/2026)} = 10,01752555 \times 5,4328438166 = \textbf{R\$ 54,42/m²}R$/m² (jan/2026)=10,01752555×5,4328438166=R$ 54,42/m²
✅ m² corrigido por SELIC até jan/2026: ~R$ 54,42/m² (pela série oficial SGS 4390).
Valor remanescente (jan/2026)=38.515,50×54,42365175=R$ 2.096.154,16\text{Valor remanescente (jan/2026)} = 38.515,50 \times 54,42365175 = \textbf{R\$ 2.096.154,16}Valor remanescente (jan/2026)=38.515,50×54,42365175=R$ 2.096.154,16
✅ Valor do remanescente corrigido por SELIC até jan/2026: ~R$ 2,096 milhões.
Observação técnica: “jan/2026” pode estar parcial, porque a SELIC acumulada no mês pode ser atualizada ao longo do próprio mês, dependendo do padrão de atualização do SGS. Eu mantive exatamente o que a série traz como ponto mais recente.
Você viu no GeoSampa que o lote está em ZEIS-4. A consequência prática:
ZEIS-4 é desenhada para viabilizar HIS (habitação de interesse social) em macroárea de proteção/recuperação ambiental, com foco em atender reassentamento/realocação de famílias vindas de áreas de risco, APP ou mananciais.
Em ZEIS, o potencial construtivo costuma ter regra especial de outorga (o “direito de construir acima do básico” pode ser gratuito até o máximo, conforme regras da ZEIS/EZEIS), o que muda completamente o “máximo melhor uso” econômico do terreno.
Coeficiente de aproveitamento máximo (CA máx) na ZEIS-4 = 2.
E existe uma amarração de percentual mínimo de HIS 1 na ZEIS-4 (há arranjos possíveis; um deles exige mínimo de 80% HIS1, e outro permite mix com HIS2 mantendo um mínimo de HIS1).
Tradução: SELIC te dá um piso documental, mas ZEIS-4 te dá a “tese de uso” que um comprador sério (incorporador de HIS / operador de PPP / player de MCMV) vai precificar.
A maioria tenta “forçar” o valor pelo passado (SELIC).
A jogada rara é outra: precificar pelo futuro regulatório viável.
Não é inflar número. É trocar o denominador pelo que é economicamente real:
m² BRUTO (38.515,50) ≠ m² EFETIVAMENTE URBANIZÁVEL
Em ZEIS-4 (macroárea ambiental), quase sempre há porções com restrição/APP/faixa não edificandi/necessidade de recuperação.
A forma correta é:
separar Área Líquida Urbanizável (ALU) vs Área de Preservação/Recuperação
e então calcular R$/m² sobre a ALU, não sobre o bruto.
✅ Isso aumenta o R$/m² sem “inventar” nada — porque você está dizendo:
“o comprador não compra 38,5 mil m² de liberdade; compra X mil m² de área efetivamente implantável + um passivo/ativo ambiental associado.”
Preço por m² de terreno é fraco em ZEIS; preço por m² de POTENCIAL CONSTRUTIVO é forte.
Com CA máx 2, o teto teórico de área computável é:
Aˊrea computaˊvel maˊx=38.515,50×2=77.031,00 m²\text{Área computável máx} = 38.515,50 \times 2 = \textbf{77.031,00 m²}Aˊrea computaˊvel maˊx=38.515,50×2=77.031,00 m²
Então você cria a métrica que investidor usa:
R$/m² de potencial=Prec¸o do terreno77.031\text{R\$/m² de potencial} = \frac{\text{Preço do terreno}}{77.031}R$/m² de potencial=77.031Prec¸o do terreno.
Isso é “adulto”, comparável, e costuma elevar a percepção de valor porque muda a conversa de “mato” para capacidade de entrega.
O comprador correto pode pagar mais porque ZEIS-4 resolve um problema público raro.
ZEIS-4 não é “zona barata”. É “zona de missão difícil”: produzir HIS em área ambiental/complexa, uma oportunidade para empresas sofisticadas que fazem projetos especiais.
Quem tem pipeline de MCMV/PPP e precisa de terreno com esse enquadramento paga prêmio porque o ativo é escasso na prática.
Esse é o pensamento que pouca gente usa: valor por escassez operacional, não por aparência.
TERRENO ESTRATÉGICO – ZEIS-4 – EM FRENTE AO HOSPITAL MUNICIPAL DE PARELHEIROS
Rua Euzébio Coghi, 841 – Jardim Roschel – São Paulo/SP
Área com 38.515,50 m² (área total/privada/terreno equivalentes), com geometria alongada e frente expressiva (~445,71 m), posicionada diretamente no eixo do Hospital Municipal de Parelheiros, um dos polos de demanda contínua por infraestrutura urbana e moradia de interesse social na região.
Conforme verificação do zoneamento no GeoSampa (informado), o imóvel está enquadrado como ZEIS-4 — Zona Especial de Interesse Social voltada à produção de Habitação de Interesse Social (HIS) em macroárea de proteção e recuperação ambiental, com diretriz típica de atendimento a reassentamentos e realocações (áreas de risco/APP/mananciais).
Na ZEIS-4:
O Coeficiente de Aproveitamento máximo (CA máx) é 2, permitindo, em tese, até 77.031 m² de área computável, sujeito às exigências ambientais e parâmetros complementares aplicáveis.
Há amarração de percentual mínimo de HIS 1 e possibilidade de arranjos com HIS2 conforme quadro normativo (o que define o mix econômico do empreendimento).
A lógica econômica de ZEIS costuma envolver tratamento diferenciado de outorga e desenho de projeto orientado à política pública habitacional.
Este imóvel é, por zoneamento, um candidato natural para empreendimento habitacional de interesse social (HIS), inclusive com aderência a modelos vinculados ao Minha Casa Minha Vida, dada a destinação do instrumento ZEIS-4.
Para balizamento de produto MCMV, existem referências públicas de tetos/limites em linhas do programa (por exemplo, subvenções e limites de valor do imóvel em faixas específicas), que ajudam a parametrizar o estudo de VGV e viabilidade.
Tese central: em ZEIS-4, o valor do terreno é precificado pela capacidade de entrega (quantidade de UH, mix HIS1/HIS2, custo de implantação ambiental e cronograma de licenciamento), e não pelo “m² cru”.
A localização em frente ao hospital cria uma vocação de fachada ativa/serviços que, dentro do que o regramento permitir, pode incluir:
comércio/serviços de conveniência (farmácia, alimentação, serviços pessoais),
suporte urbano ao fluxo do hospital (serviços cotidianos e de atendimento local),
equipamentos/serviços compatíveis com a dinâmica de bairro.
Esse componente é crucial porque melhora a qualidade urbana do conjunto habitacional, aumenta atratividade e reduz risco de vacância comercial quando bem dimensionado.
Em ZEIS-4, o tema ambiental não é detalhe — é a engenharia do valor:
ao separar área efetivamente urbanizável vs área de preservação/recuperação, você transforma “restrição” em projeto estruturante: parque linear interno, recomposição vegetal, drenagem sustentável e desenho de borda urbana.
essa abordagem reduz risco de indeferimento, acelera licenciamento e pode abrir portas com player certo (PPP, operador HIS, investidor ESG).
Resultado: o ativo deixa de ser “um terreno grande” e vira um projeto de cidade — que é exatamente o tipo de narrativa que faz o comprador certo pagar mais.
Total indenizado pela DERSA (duas matrículas): R$ 2.080.607,50
Total desapropriado (duas áreas): 207.696,75 m²
R$/m² histórico: R$ 10,02/m²
Área remanescente: 38.515,50 m²
Valor-base remanescente: R$ 385.830,01
Fator SELIC acumulado (fev/2008→jan/2026): 5,4328438
R$/m² corrigido (jan/2026): R$ 54,42/m²
Valor remanescente corrigido (jan/2026): R$ 2.096.154,16
Esse número (R$ 54,42/m²) não é “valor de mercado”.
Ele é o piso documental/jurídico: serve como referência de histórico de indenização + correção oficial.
O “valor de mercado” vem do bloco abaixo.
Aqui é onde a tese fica forte:
CA máx 2 → até 77.031 m² computáveis (teto teórico).
Mix obrigatório HIS1 (ZEIS-4) define receita média e atratividade (arranjos previstos no quadro).
Modelo MCMV tem parâmetros públicos (subvenção/limites) que ajudam a estimar a “receita por UH” em cenários.
Premissa de estudo ajustável: unidade HIS com ~50–55 m² de área computável média, variando conforme tipologia.
Cenário A (mais “política pública”): predominância HIS1 (p.ex. 80% HIS1)
Cenário B (mais “financeiro” e ainda conforme quadro): mix HIS1 + HIS2 (mínimo HIS1)
✅ Saída prática: você não vende “38,5 mil m²”.
Você vende (i) um pipeline de UH possível, (ii) um enquadramento ZEIS-4, (iii) um ativo em frente a polo de saúde, (iv) com tese ambiental resolvível.
“A SELIC nos dá o piso histórico. A ZEIS-4 um valor econômico. E a frente do Hospital nos dá demanda.”
Caso tenham interesse em mais detalhes como, analisar o contrato com a DERSA ou mesmo ver as matrículas entre em contato.
Atenciosamente
Fábio A Benhayon
11 981810351
| Referência: | 4623 1662318 |
| Tipo de Imóvel: | Residencial » Lote/Terreno |
| Estágio do Imóvel: | Terreno |
| Quarto(s:) | 38516 (sendo 1 suíte) |
| Sala(s:) | 1 |
| Banheiro(s:) | 1 |
| Área Total: | 38515.50 m² |
| Área Privada: | 38515.50 m² |
| Área Útil: | 38515.50 m² |
| Terreno: | 38515.50 m² |
| Largura dos Fundos: | 445.71 m |
| Largura da Frente: | 445.71 m |
| Comprimento da Direita: | 128.47 m |
| Comprimento da Esqueda: | 41.24 m |
| Última atualização do imóvel: | 04/02/2026 16:39:21 |
| Endereço: | Rua Euzébio Coghi , N°: 841 , Hospital Municipal de Parelheiros |
| Bairro: | Jardim Roschel |
| Cidade: | São Paulo |
| Estado: | São Paulo, Brasil |
| Mapa: | Abrir no Google Maps |
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| Índices | Período | Valor |
|---|---|---|
| IGP-M | 12/2025 | -0,01% (-1.04% acumulado) |
| INPC | 12/2025 | 0,21% |
| IPC-FIPE | 12/2025 | 0,32% |
| IPCA | 12/2025 | 0,33% |
| Índices | Período | Valor |
|---|---|---|
| IGP-M | 1/2026 | 0,41% (-0.90% acumulado) |
| IPC-FIPE | 1/2026 | 0,21% |
| Índices | Período | Valor |
|---|
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